segunda-feira, 27 de setembro de 2010

I don't have a gun

No bar.
Chove sem trégua na cidade que nunca dorme.
Eu nunca durmo.

Cerveja. Ela. Anestesia.
Tudo gira na roleta, tudo ou nada.
Mas ninguém sai com o mesmo que entrou.

Fogo.
Brasa interna que arde e deixa marcas.
Marcas que são cobradas no dia seguinte.
Tudo bem, só importa o hoje.

Não interessa o preço, estou disposto a pagar.
Não importa os juros, assino sem ler.
Pego emprestado a alegria que não é minha.
Alugo um sorriso, um brilho no olhar e Ela.
Um dia irei pagar, pois sei que nada disso me pertence.

Cigarro que não fumo.
Sensação de tranquilidade que não tenho.
Mas logo passa, tudo passa.

O Tempo se encarrega de fechar as feridas.
Ele me mantém em conserva.
Sinto que gosta do jeito que o trato.
E nesse jogo, gosto dele devolta, pois sei que no final sempre vai me ensinar algo.
Ela tosse, então eu volto á realidade.

Just need it.

Domingo.
Uma tarde cinza e chuvosa.
Parece sexta-feira.
Enchendo a cara com Dramin e cerveja,
talvez queira ficar dopado, talvez.

Ela ligou, mandou e-mail, algo do tipo.
Disse que queria sair.
No final sempre volta, só que ela não percebe.
Talvez nunca entenda, talvez.

Daqui há algum tempo vai encontrar a Bianca.
Doce e amarga companheira, por alguns trocados.
Passaporte sem escalas para a verdade.
para tudo o que insistia em esconder.

Garoa. Cinza. Dramin. Bianca. Cigarro. Felicidade?
O domingo era estranho, mas ele gostava.
O normal nunca lhe atraiu.

Precisava.

domingo, 26 de setembro de 2010

Game over, baby.

'Encontrar uma coisa que a gente realmente goste, uma coisa especial que signifique mais para você do que qualquer outra coisa no mundo e quando você encontrá-la, lute por ela, a coloque á frente de tudo, do futuro, vida, de tudo'.

Fácil demais.
Fala isso porque não vive em minha vida, Mattew.
Aqui não importou muito o quanto lutei, o quanto coloquei á frente de tudo.
Aqui não deu certo, infelizmente não vivo em um filme.

E não continuo tentando.
Não posso.


Que chegue logo dia 8.

Let me get what i want.

Estranho voltar para casa, sem querer voltar.
Estranho esperar que um dia dure para sempre.
Estranho querer...
Estranho.

Dias chuvosos e quentes, vai entender.

Vontades. Limites. Realidade.
Chuva. Cigarro. Abraços. Chuva.

Sonho?
Não sei.
Talvez uma realidade alternativa, onde quase tudo dá certo.
Era isso que pedia, afinal.

Pra onde ir?
O que fazer?
Pra quem ir?
Não sei, mas por um momento, isso não importa muito.

E não vou olhar muito para frente, pois posso tropeçar, mais uma vez.


Aonde está você?
Cada vez sinto mais sua falta.


Agora sinto sono.

sábado, 25 de setembro de 2010

one last kiss

E eu ainda não sei pelo o que tanto espero.
Mas continuo aqui.
Continuo escrevendo, esperando que as palavras formem uma trilha até mim.

Depois de uma dia que achava que não iria ter novamente,
Estou aqui.
Uma sensação de felicidade, ansiedade e vazio.

Tenho medo.
Sim, ainda sou humano.

E estou confuso.
Odeio ficar confuso.

Queria alguém.
Agora podia ser qualquer uma.
Porque no final, não faz muito diferença.
No final eu me canso e chuto longe.
Porque nenhuma realmente me prende.

Quero minha cidade.
Com minhas montanhas e minha praça.
Aquela mulher simpática da Sorveteria.
Onde não conheço ninguém.
Aonde posso me desligar por um tempo.


E a Primavera chegou. Do jeito que pensei que seria.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

As long as you are there for me...

'Have you ever felt like
All directions seem to lead us
to the same place?'


Eles sabem mais do que eu.
Vêem mais além, talvez tenham acesso ao meu plano de vida.
Sabem como, onde e quando as coisas irão acontecer.

E não há como fugir.
Ajustar da forma que me convém não é permitido.
E se tento isso, a vida age. Ela é eficaz. Não deixa espaços para o talvez.

Não estou nervoso, estressado, triste ou agoniado.
Estou em paz.
Estou tranquilo e paciente. Aprendi que não adianta correr ou chorar.
As coisas são como são, como devem ser.

Recebi o aviso antes, fiz a escolha e esperei que tudo fosse calmo e morno.
Mas ventava muito e o mar fez ondas gigantes, que encobriram meus planos.
Mesmo assim, daqui posso ver a terra firme.
E é para lá que estou indo.

Vou cansado, esgotado, algumas cicatrizes a mais.
Chegarei vivo e agradecido.
Ao menos agora posso viver. Agora posso respirar ar puro.
Pois sou livre, não devo nada há ninguém.
E dessa vez, não fiz furos no barco.

Não é minha culpa.
Não desejei que a maré aumentasse.
Não fiz mil planos ou joguei mil jogos.
Orei e aguardei, pois agora confio Nele, confio em sua justiça.


Desde aquele dia, não lhe desejei mal, meu amigo.
Naquele dia enterrei minha vingança, minhas mágoas e rancores.
Mas você também chegou á margem e é livre para escolher se continua comigo ou se irá buscar outro caminho.
Esta nova Terra é nossa.


Que o começo da Primavera seja tão bom quanto sinto que será.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

There are no eternal facts, as there are no absolute truths

'Não vou me sujar,
Fumando apenas um cigarro'

Acreditar em alguém que sempre deu razões para o contrário é jogar no escuro.
É apostar todas as fichas em uma mesa viciada.
E aquele dia 8 parece muito mais distante.

Sonhei com Ela.
Novamente.
Sinto falta. Sinto saudades.
Mas não vai voltar. Nunca mais.
Tenho que aprender que algumas coisas passam e não voltam.

Hoje foi um dia de intensa ansiedade.
Não sei o motivo, mas estive ansioso durante todas essas horas.

Cerveja. Cigarro. Água e Música.
Talvez assim fique mais calmo, é o que espero.

Ventania lá fora.
O vento grita na janela e mostra que está aqui.
Mesmo que não se possa ver. Ele está aqui.
E você? Aonde está?
Sinto, mas não vejo.
E isso vem me matando aos poucos.


'Nenhuma rosa virá sem espinhos'.