segunda-feira, 25 de outubro de 2010

whatever tomorrow brings, i'll be there.

'Ando pelas ruas cheirando a fumaça dos motores, enquanto você fantasia suas dores de amores...'

Bons tempos.
Bons dias.
E nem os dias cinzas me fazem ficar mal.

Não...
Não estou apaixonado.
Estou amando.
Sim! Amando a vida. A minha vida.

Fui para um lugar distante, fui buscar o que eu tinha perdido, em um dia estranho e nebuloso. Acabei por me achar, escondido por entre a revolta e o ódio. Mascarado entre a vingança e o orgulho. Estava lá, esperando a tempestade passar. Estava frágil e sem forças. Havia desistido de lutar. Só mesmo quando desisti que voltei a viver.

O fim pode representar o começo.
E eu só estou começando...
Estou só começando, minha querida.


Fazia tempo desde a última vez que vi o sol nascer.
Fazia muito tempo...

sábado, 2 de outubro de 2010

In the way...

Porque ela não acreditou na verdade.
Assim, ele preferiu contar o que ela queria ouvir.
Dessa forma, 'todos' ficariam felizes, pois o Nelson não sangra.
Ele nunca sente, ele nunca diz a verdade.
Talvez ele estivesse cansado de remar contra a maré.

Se o mundo diz que ele não pode ser uma pessoa que ama, então era isso que iria fazer.
'Porque agora ele só quer descansar'.

'Ela estava tentando entender se eu havia realmente mudado ou se continuo o mesmo cretino que sempre fui. Mas ela sempre me dava uma chance. 832 chances. E eu me aproveitei de todas elas. 832 é o limite dela, melhor anotar. Sou patético. Não a mereço. Eu a amo.'

832 chances. Foi o que ele teve direito. Quando quis de verdade como nada mais, já era tarde. Ninguém mais acreditaria, e ele estava conformado com isso. A Eternidade vai provar, agora ele confiava, porque era a única coisa que podia crer. Se o mundo é justo, um dia ela saberia a verdade.

Quando disse o que ela queria ouvir, aceitou muito mais facilmente. Então, teve certeza de que o maior problema havia sido a desconfiança, como alguém como ele poderia amar outra pessoa? O dia era cinza, mas ele ainda não havia percebido.

Agora, talvez começava novamente outra fase. Havia acabado a transição. E o caminho que escolheu, ele não teve escolha. Essa era a estrada que ele temia. Mas não havia outro modo de se chegar ao final, pois tudo o que havia feito até hoje, só deixava o direito a esse. Ele não tinha créditos a resgatar, então teve o que merecia.

Mas continuou a andar, pois isso sempre 'fez parte do seu show'.