Chove sem trégua na cidade que nunca dorme.
Eu nunca durmo.
Cerveja. Ela. Anestesia.
Tudo gira na roleta, tudo ou nada.
Mas ninguém sai com o mesmo que entrou.
Fogo.
Brasa interna que arde e deixa marcas.
Marcas que são cobradas no dia seguinte.
Tudo bem, só importa o hoje.
Não interessa o preço, estou disposto a pagar.
Não importa os juros, assino sem ler.
Pego emprestado a alegria que não é minha.
Alugo um sorriso, um brilho no olhar e Ela.
Um dia irei pagar, pois sei que nada disso me pertence.
Cigarro que não fumo.
Sensação de tranquilidade que não tenho.
Mas logo passa, tudo passa.
O Tempo se encarrega de fechar as feridas.
Ele me mantém em conserva.
Sinto que gosta do jeito que o trato.
E nesse jogo, gosto dele devolta, pois sei que no final sempre vai me ensinar algo.
Ela tosse, então eu volto á realidade.
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