Cada vez mais frio, mas sinto que sou eu que não esquento mais.
Mais café para passar a manhã.
'Teu amante, vim responder a tuas preces.
Teu corpo, pra abraçar quando escurece.
Teu escravo, teu demônio, teu estranho
mais sincero a gritar que só você
meu bem querer,
só você mal me quer, bem demais'
O que me deixaria bem?
O que curaria essa vontade estranha de ter algo que não sei o que é?
Anestesia não me faz esquecer, agora só faz eu lembrar mais e mais.
Todos os lugares são iguais, todas as pessoas são iguais.
Nada acaba com esse tédio mortal.
Nenhuma alegria dura mais que algumas horas.
E aquele que confiava me traiu.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Sometimes i think this cycle never ends.
Mais um adeus, ou seria um 'até logo'?
É estranho como tudo passa muito rápido, como tudo está fora de órbita. Já não sei mais quando isso aqui pareceu real. Talvez em minha infância, talvez...
Hoje sem cigarros.
Pausa para um pulmão cansado.
E talvez seja pelo luto.
Ms o café continua aqui,
sempre posso contar com ele.
E quando nada é eterno, fica a impressão de que não temos nada.
E aonde está você agora?
Quanto tempo mais vou ter que esperar?
Outro dia cinza.
É estranho como tudo passa muito rápido, como tudo está fora de órbita. Já não sei mais quando isso aqui pareceu real. Talvez em minha infância, talvez...
Hoje sem cigarros.
Pausa para um pulmão cansado.
E talvez seja pelo luto.
Ms o café continua aqui,
sempre posso contar com ele.
E quando nada é eterno, fica a impressão de que não temos nada.
E aonde está você agora?
Quanto tempo mais vou ter que esperar?
Outro dia cinza.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
All we need is just a little patience
7:05.
Muita neblina do outro lado da janela.
Alguns anos atrás gostava de neblina, agora já não sei.
Com ou sem neblina, com muito ou pouco sol, todos os dias tendem a ser iguais.
Em todos tem cigarro, tem café e tem raiva.
Cigarro, café e raiva. Eis a fórmula de meus novos dias.
Alguns dizem que eu preciso encontrar novamente meu rumo. Mas que rumo? Nunca pensei que tivesse um. Sempre vivi pelo sopro do vento, sem direção certa, sem ter o que se preocupar.
Vou trocar todas as minhas histórias por uma passagem para algum lugar distante e quente.
Onde você nunca esteve, onde nunca poderá me encontrar.
'Só sei que eu te desejo mais do que devia
E teu escarro queima qual brasa nas narinas.
Só sei que por vezes é tão escuro e tão frio
Que desapareço sem sequer ser percebido.
Só sei que eu não encontro direção,
E as vezes até acho bom e bem menos dolorido.
Só sei selene, que não vejo mais o sol
E só quero tua voz sussurrando em meu ouvido.'
Hoje podia ser um dia de tempestade.
Muita neblina do outro lado da janela.
Alguns anos atrás gostava de neblina, agora já não sei.
Com ou sem neblina, com muito ou pouco sol, todos os dias tendem a ser iguais.
Em todos tem cigarro, tem café e tem raiva.
Cigarro, café e raiva. Eis a fórmula de meus novos dias.
Alguns dizem que eu preciso encontrar novamente meu rumo. Mas que rumo? Nunca pensei que tivesse um. Sempre vivi pelo sopro do vento, sem direção certa, sem ter o que se preocupar.
Vou trocar todas as minhas histórias por uma passagem para algum lugar distante e quente.
Onde você nunca esteve, onde nunca poderá me encontrar.
'Só sei que eu te desejo mais do que devia
E teu escarro queima qual brasa nas narinas.
Só sei que por vezes é tão escuro e tão frio
Que desapareço sem sequer ser percebido.
Só sei que eu não encontro direção,
E as vezes até acho bom e bem menos dolorido.
Só sei selene, que não vejo mais o sol
E só quero tua voz sussurrando em meu ouvido.'
Hoje podia ser um dia de tempestade.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Shed a tear 'cause I'm missing you.
Se eu dormi?
Ainda não.
E não sei se vou dormir hoje.
Agora são 6:45...
Muito vento lá fora, do quinto andar eu vejo as pessoas com pesadas blusas de frio.
O café e o sangue me deixam quente.
Mandei um e-mail para as Estrelas.
Não sei se elas respondem, mas sinto-me bem em 'saber' que pelo menos elas me escutam.
Já tem dias que não vejo e não sinto vontade de ver.
Talvez não seja mais como antes, talvez eu não seja como antes. Ando repetindo muito esse pensamento, a verdade é que tenho medo de ter mudado. O novo me assusta.
Sexta-feira 13. Coisas acontecem. E algum tempo depois, penso que não deveriam ter acontecido.
O sol ainda está dormindo, mas eu não consigo mais sonhar.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Let me get what i want.
O dia começou quando já estava escuro.
E nada faria mudar isso.
Todos os dias estavam assim,
escuros e frios.
Inverno nunca ajudou. E não iria ser agora, no tempo onde nada era a favor.
Descobri que tenho medo de ficar sozinho.
E justo agora, todos estão indo embora.
Preciso sair dessa cidade por um tempo, preciso respirar.
Podia ser uma contagem regressiva, mas acabou na hora que percebi que esse é o fim.
Tenho passado por muitas despedidas, ultimamente.
Já posso dizer que tenho experiência em dizer 'Adeus'.
E não fica mais fácil com o tempo.
Talvez ninguém tenha ido embora e eu que devo estar indo.
Mas isso já não importa, só quero poder dormir tranquilo, como a maioria dessas pessoas 'normais'.
Eu sou o Nelson. Tenho que ter certeza disso.
Will be together in the Hell.
6:41.
É, não consigo dormir.
Nunca foi fácil e agora está mais difícil.
And you're not sorry.
Porque no final, eu sempre tive que me desculpar. Sempre estive errado, sempre o culpado por tudo o que aconteceu. Mas não hoje. Não dessa vez.
Mais café.
Mais um cigarro.
Mais uma noite em claro.
E nada melhora com o tempo.
O tempo é só uma desculpa para aqueles que conseguem esquecer, eu não sei como isso funciona, nunca estive aqui, do lado de quem sente a dor. Isso é irritante. A ilusão parece-me uma boa companheira, vista daqui. Mas ela não me deixa entrar em seus domínios.
Ventania lá fora. Talvez hoje chova. Não faz tanta diferença.
domingo, 1 de agosto de 2010
I'll be there.
Seguir em frente.
Fácil dizer, sempre é fácil falar o que precisamos fazer, o difícil é realmente seguir o que se diz.
Perdi muitas coisas. Perdi muitos. Acho que agora estou livre para me achar. Que assim seja, então. Se preciso estar sozinho para poder me encontrar, vou em 'frente'.
Não gosto dessa nova vida. Parece-me como uma época de transição, mas mesmo assim me incomoda bastante. Nunca fui de prazos e validades. E isso tem cheiro de futuro. Tal futuro que sempre fugi. Que sempre evitei. Agora entrego-me de corpo e alma, pois o mundo onde vivia, já não existe mais.
Não tenho escolha, a vida já não me espera. Só o que tenho a fazer é continuar andando. Ou correndo. E agora já não tenho Espelhos, Estrelas, Olhos Negros ou coisas do tipo. Agora só vejo eu mesmo. Só tenho a mim.
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